Placas cerâmicas esmaltadas na saída do forno a rolo

Setor · Cerâmica & vidros

Óxido de zinco para cerâmica e vidros

Fundente em esmaltes, fritas e vitrificados. Reduz o coeficiente de dilatação, amplia a faixa de queima e aumenta o brilho da superfície esmaltada.

O papel do zinco para Óxido de zinco para cerâmica e vidros

O setor cerâmico foi o primeiro cliente da Sul Óxidos, em 2000, e segue sendo um dos mais exigentes. No esmalte, o óxido de zinco atua como fundente: reduz a temperatura de maturação e amplia a faixa de queima, o que dá margem de segurança ao forno e diminui refugo por variação térmica.

O efeito mais valorizado, porém, é sobre a dilatação. O zinco reduz o coeficiente de dilatação térmica do esmalte, aproximando-o do corpo cerâmico e prevenindo o gretamento que aparece dias ou semanas depois da queima. É um defeito tardio, caro e difícil de rastrear quando a causa está no insumo.

Em esmaltes mate cristalinos, o óxido participa da formação de cristais de willemita, responsáveis pelo acabamento acetinado característico. E em todos os casos contribui para o brilho e a lisura da superfície.

Principais usos:

  • Fundente que reduz a temperatura de maturação do esmalte
  • Redução do coeficiente de dilatação térmica, prevenindo gretamento
  • Ampliação da faixa de queima e maior tolerância a variação de forno
  • Formação de cristais de willemita em esmaltes mate cristalinos
FAQ técnica

Perguntas frequentes.

O óxido de zinco interfere na cor dos pigmentos?
Em alguns sistemas, sim. Pigmentos à base de cromo e os rosas de cromo e estanho são sensíveis à presença de zinco e podem sofrer alteração de tonalidade durante a queima. Nessas formulações o teor precisa ser ajustado ou o pigmento substituído, e vale testar antes de escalar.
Posso usar o óxido indireto em esmalte?
Depende do acabamento. O óxido indireto, do processo americano, tem coloração branco-acinzentada, o que é indiferente em esmalte de base e em engobe, mas pode interferir em esmalte branco de alta alvura. Para acabamento claro, o mais indicado é o óxido indireto.
O gretamento pode vir do lote de óxido?
Pode, quando há variação de teor entre lotes, porque o coeficiente de dilatação do esmalte muda junto. É exatamente o tipo de problema que a rastreabilidade lote a lote resolve: com o número do lote é possível recuperar os resultados analíticos e a contraprova retida, e comparar com o lote que estava em uso antes.

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